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Dia da Privacidade de Dados: sete dicas para proteger informações online

Data celebrada nesta terça-feira (28) convida os usuários a refletirem sobre a importância da segurança da informação

Por Ana Letícia Loubak, para o TechTudo

Embora comuns, condutas como salvar dados de pagamento online, repetir a mesma senha em vários sites, usar redes Wi-Fi públicas e aproveitar perfis de redes sociais para fazer login podem representar um risco à segurança de dados. Nas próximas linhas, o TechTudo mostra sete dicas para proteger suas informações online.

1. Não salve dados de pagamento

Embora muito cômoda, a prática de salvar os dados do cartão de crédito ao fazer compras online está longe de ser segura. Consumidores que adotam esse hábito estão, na verdade, colocando suas finanças em risco. Isso porque mesmo as lojas mais confiáveis podem falhar em proteger os dados dos clientes e acabar expondo milhares de informações sensíveis online. Foi o que aconteceu em 2013 com o Ingresso.com após um erro no controle de sessões do site. Além do risco do vazamento de dados, há também a possibilidade de lojas debitarem compras indevidas.

2. Faça ajustes de privacidade em redes sociais e outros serviços

As redes sociais são verdadeiras vitrines de exposição. Os usuários revelam detalhes sobre sua vida e rotina, o que pode atrair não só a atenção de stalkers puramente curiosos, mas também de pessoas mal intencionadas. Para isso, é preciso ir além de restringir a privacidade do perfil. Isso porque no Instagram, por exemplo, há uma brecha que permite que todos os posts privados sejam acessados e compartilhados com pessoas fora da rede social.

Em qualquer plataforma, a melhor dica para evitar situações desagradáveis é sempre redobrar a atenção ao conteúdo postado. Procure não publicar fotos e vídeos que exponham informações sensíveis. Vale também “fazer uma limpa” na lista de amigos e seguidores e se certificar de que o perfil é acompanhado apenas por pessoas confiáveis. Outras dicas envolvem desativar a marcação automática em fotos, desabilitar a localização e bloquear usuários incômodos.

3. Não repita a mesma senha em vários sites

Grande parte das pessoas tem o hábito de repetir a mesma senha em sites diferentes. O motivo é simples e até mesmo compreensível: com a variedade de plataformas online, seria muito difícil se lembrar das combinações usadas em cada uma delas.

A praticidade, no entanto, tem um preço: adotar o mesmo código facilita a ação de hackers e abre brechas para golpes de credential stuffingque ocorrem quando criminosos roubam as credenciais de um site e as utilizam para violar outros serviços de interesse.

Por isso, além de usar senhas exclusivas, é importante fazer combinações longas, com mais de nove ou dez caracteres e que misturem letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos especiais. Para reforçar ainda mais a segurança do código, experimente substituir letras por números. Se estiver com dificuldades para criar a combinação, experimente usar geradores online.

4. Não use perfis de redes sociais para fazer login em outros sites

Ao começar o cadastro em algum site, é comum que os usuários recebam a proposta de fazer login a partir da conta em outro serviço, como Google ou Facebook. Embora poupe tempo, o “login único” não é uma alternativa completamente segura, uma vez que concede ao site acesso às informações pessoais contidas na conta de e-mail ou rede social, abrindo caminho para violações de privacidade. Sempre que possível, opte por fazer o cadastro da forma tradicional.

5. Reveja as permissões de aplicativos

É comum que aplicativos solicitem permissão para acessar contatos ou arquivos no armazenamento do celular, bem como para usar a câmera, o microfone e a localização geográfica. De fato, alguns deles não funcionam sem essas concessões, mas há casos de apps que acessam indevidamente a privacidade dos usuários, em geral para fins de marketing. Felizmente, com algumas dicas simples, é possível evitar que aplicativos tenham acesso aos seus dados.

6. Ative a verificação em duas etapas

Como o próprio nome já diz, a verificação em duas etapas dificulta a ação de invasores ao inserir uma fase extra no processo de login. Com o procedimento, mesmo que os criminosos tenham obtido as credenciais, eles não conseguirão acessar a conta. Para isso, eles precisariam ter também o celular da pessoa em mãos, uma vez que o código de autentificação final costuma ser enviado para o aparelho. É possível ativar a verificação em duas etapas em serviços como GmailWhatsApp e Instagram.

7. Evite usar redes Wi-Fi públicas

Atraídos pela possibilidade de acessar serviços online fora de casa e de forma gratuita, muitos usuários se conectam a redes Wi-Fi abertas. No entanto, essa atitude corriqueira e aparentemente inofensiva esconde um risco: criminosos podem criar redes públicas falsas para roubar dados dos usuários. A partir do login, os hackers conseguem rastrear todos os sites visitados e até mesmo roubar senhas e outras informações pessoais fornecidas.

Para evitar interceptações criminosas, use sempre uma rede virtual privada (VPN) para se conectar à Internet. Ao criptografar a conexão, a VPN ajuda a evitar que terceiros acessem seu dispositivo e capturem os dados que você envia e recebe. Nunca se conecte a redes Wi-Fi cuja origem é desconhecida.

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