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Fatos que você precisa saber antes de comprar um SSD

É importante ficar atento a questões como durabilidade e performance antes de escolher o melhor SSD para seu computador ou servidor

Usados em notebooks, computadores de mesa e servidores, os SSDs servem para deixar os aparelhos mais rápidos e têm se tornado cada vez mais acessíveis. No entanto, na hora de escolher o melhor drive para uso pessoal ou na empresa, tanto o consumidor doméstico quanto o profissional de TI podem cometer erros. Os SSDs variam bastante em termos de perfil, preços, desempenho, tecnologia e até formato físico, criando um labirinto de possibilidades. Veja a seguir pontos de atenção que você deve conhecer para evitar prejuízos e dor de cabeça depois da compra.

Não subestime a capacidade de armazenamento

Um erro comum na compra de SSDs está em subestimar a capacidade de armazenamento do dispositivo. Como os SSDs tendem a ser mais caros do que HDs convencionais, é comum que na busca por economia o consumidor sacrifique espaço para diminuir o custo.

Um SSD de 120 a 128 GB pode ser suficiente para o sistema operacional e apps, mas pode deixar na mão em pouco tempo o usuário que curte games e baixa muitos arquivos. Considere investir em drives maiores ou combinar o SSD menor com um disco rígido maior, caso seu computador ou notebook permita instalar mais de um drive.

Evite usar SSD em aparelhos com sistema operacional antigo

É comum que usuários de PCs mais rodados apostem no SSD para ganhar mais desempenho. A ideia está correta do ponto de vista prático. A troca do HD por um SSD, mesmo SATA, representa ganhos de performance expressivos, mas isso só vale para quem roda sistemas operacionais mais atuais.

A razão para isso é que edições antigas do Windows (XP, Vista e 7) foram desenvolvidas com um foco maior em HDs. O uso desses sistemas pode representar perdas de performance e até comprometer a vida útil do SSD, caso as configurações de indexação e outras não estejam corretamente definidas. Para evitar dores de cabeça, considere investir também em um sistema mais recente.

Considere a vida útil prometida pelo fabricante

SSDs também estão sujeitos a desgaste e podem falhar com o tempo. Embora a situação hoje seja bem melhor do que há uma década – um SSD novo deve durar 10 anos ou mais com tranquilidade – a preocupação com a durabilidade é importante e pode passar despercebida para muita gente.

Há gradações em termos de vida útil que variam de produto para produto e costumam também ter impacto no preço. Em geral, fabricantes estimam quantidades de terabytes gravados (TBW), ou “gravações por dia” (DWPD) até que o drive entre num ponto em que falhas podem ocorrer. Um disco de 1.200 TBW, por exemplo, pode começar a apresentar falhas depois de 1.200 terabytes gravados ao longo de anos de uso.

A questão, no entanto, é decisiva para quem procura drives para servidores. Nesses tipos de SSDs, há considerações que contribuem para a durabilidade, como o tipo de NAND (drives SLC, como já explicado, são ao mais duráveis), além de outras métricas, como o MTBF (tempo médio entre falhas): um ponto mínimo considerado em SSDs comerciais é de 1 milhão de horas MTBF, o que resultaria em algo como uma falha a cada catorze anos.

Existem SSDs de alta durabilidade para servidores que, no entanto, seriam um investimento incorreto (e custoso) para uma aplicação em que os dados seriam raramente escritos no disco, apenas lidos com frequência, por exemplo.

O inverso também vale: um servidor que irá gravar informações constantemente equipado com SSDs de alta velocidade, mas durabilidade relativamente baixa, é receita para caos e despesas enormes no futuro.

Via Network WorldTom’s HardwareKingstonMakeUse Of https://www.techtudo.com.br/