SEENS TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
+55 (41) 3151-9551

O que é o metaverso, apontado como o futuro do Facebook por Mark Zuckerberg

Empresa anunciou mudança de nome, que passará a se chamar Meta, em referência ao conceito de universo virtual.

Por Alessandro Feitosa Jr, g1

“Acredito que faremos uma transição e as pessoas deixarão de nos ver como uma empresa principalmente de mídia social para uma empresa do metaverso”. Foi assim que Mark Zuckerberg, dono do Facebook, desenhou o futuro da sua empresa, que agora passará a se chamar “Meta”.

A afirmação, feita em junho durante uma entrevista para o site especializado em tecnologia “The Verge”, já começou a ser colocada em prática. Além da mudança de identidade, a rede social divulgou recentemente um investimento de US$ 50 milhões para construir o tal metaverso.

A descrição lembra a tecnologia de realidade virtual (VR, na sigla em inglês) – aquela dos headsets que se colocam na cabeça. Mas na visão de Zuckerberg e outros executivos do mercado, a novidade não se restringe somente a isso.

Ela deve envolver também a realidade aumentada (AR, na sigla em inglês), tecnologia que sobrepõe elementos digitais no mundo real, como os filtros que mudam os rostos das pessoas no Instagram ou no TikTok.

A intenção é misturar diversos elementos digitais com o mundo físico, como no filme “Minority Report”, estrelado por Tom Cruise, que interage com projeções feitas no ar.

Para o dono do Facebook, as pessoas usariam óculos para visualizar itens digitais “por cima” do mundo real e “acessar” o metaverso a qualquer momento. A empresa, inclusive, trabalha em outros acessórios para ajudar a controlar esses elementos digitais:

Essa não é a única visão de metaverso – há outras empresas interessadas no tema e algumas delas defendem já terem incorporado alguns elementos da novidade.

A Epic Games, desenvolvedora do Fortnite, aposta alto no conceito e colocou algumas ideias em prática: o game já realizou shows virtuais, como o do rapper americano Travis Scott que reuniu 12,3 milhões de jogadores.

Em abril, a empresa levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de investimentos para financiar “sua visão de longo prazo para o metaverso”.

Um dos pilares do metaverso é a ideia de reunir as pessoas nesses ambientes virtuais e o entretenimento deve ser o primeiro a explorar as possibilidades.

Quem mais está nessa?

Além da Epic Games e do Facebook, outras grandes empresas estão de olho nessa novidade.

  • Roblox: a plataforma que permite a criação de joguinhos e ambientes tem falado abertamente sobre sua visão para o metaverso;
  • Nvidia: conhecida por suas placas de vídeo, a empresa já mencionou o metaverso diversas vezes;
  • Microsoft: a criadora do Windows disse em maio passado ter ferramentas de inteligência artificial e realidade mista (que mistura AR com VR) para ajudar empresas a desenvolverem “aplicativos do metaverso”;
  • Snap: a empresa responsável pelo Snapchat trabalha em óculos de realidade aumentada e pode se tornar importante no segmento.

Google, por exemplo, tem aplicações em AR integrados à ferramenta de pesquisa e outros produtos, como o aplicativo Google Arts & Culture.

O presidente-executivo da AppleTim Cook, já elogiou a tecnologia de realidade aumentada diversas vezes, embora nunca tenha mencionado o metaverso.

A chinesa ByteDance, dona do TikTok, se movimentou recementemente no mercado com a compre da fabricante de headsets VR Pico e a desenvolvedora de jogos Reworld.

Já a Amazon tem uma presença muito forte em soluções de infraestrutura, que serão essenciais para concretizar a ideia de um universo acessado por centenas de milhares de pessoas simultaneamente.

via https://g1.globo.com/