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Proteção de dados passa por cuidado nas redes sociais, alerta especialista

É clichê e até brega começar um texto falando sobre o avanço da tecnologia e da modernidade, dando acesso a mais e mais pessoas na rede mundial de computadores. Mas, o que não dá para negar é que a popularização da internet aumentou não só o número de usuários, como também o de golpes. E, em pleno ano de 2022, errado é quem não se preocupa com a proteção de dados.

Uma das principais dicas para proteger os dados, destacada por Julio Guapo, profissional de TI da Positivo, é ter atenção ao comportamento nas redes sociais. Isso porque os cibercriminosos atualmente se utilizam de práticas de engenharia social para montar um perfil e, assim, mandar e-mails de phishing cada vez mais sofisticados.

Essas mensagens contém assuntos pertinentes para a possível vítima. “Antigamente, era muito genérico. Hoje, esses e-mails vêm com assuntos próximos, com um simples acompanhamento de rede social, analisando o assunto que interessa, os gostos, e montando algo que faça sentido. Ali tem um link para invasão”, destacou Guapo, em entrevista ao Olhar Digital.

Importante lembrar de ter cuidado na hora de escrever nas redes sociais. Ao compartilhar dados e informações privadas nas mídias pessoais, o usuário pode fornecer justamente o necessário para o phishing. Uma outra dica é fornecer apenas dados obrigatórios na utilização de qualquer serviço na internet.

Como o e-mail é uma ferramenta altamente difundida, o essencial, de acordo com o especialista, é analisar a origem, o assunto e fazer uma pesquisa paralela. Não precisa de muito. Basta olhar no Google se aquele link ofertado na mensagem é realmente verídico. Outro detalhe fica por conta da observação da formatação. Com os golpistas mais minuciosos, é nas busca na internet que aquilo pode ser desmentido.

 

Cuidados no home office

Anteriormente, o público alvo desses crimes eram os usuários caseiros, que só utilizavam computador em casa, como lazer, por exemplo. Mas, com o aumento do home office por causa da pandemia da Covid-19, essas vítimas se tornaram um grupo maior. Assim, Julio Guapo destaca a necessidade das empresas de pensar nisso e proteger seus equipamentos.

O primeiro passo é justamente fornecer os dispositivos aos funcionários. “A empresa que preza pela segurança tem quase uma obrigação de fornecer o equipamento e exigir que se atualize, com sistemas de atualização obrigatórios. É responsabilidade das equipes de TI (tecnologia da informação) esse cuidado. A empresa que deixa o colaborador usar equipamento pessoal está correndo um risco que não precisaria se usasse um montado com os recursos dela”, explicou o profissional.

Proteção em locais públicos

É importante ainda os usuários, seja com equipamentos pessoais ou profissionais, ter atenção ao usar redes públicas, como de restaurantes ou aeroportos, por exemplo. O risco, segundo o especialista da Positivo, é dobrado. “Se precisar utilizar, não use para fazer coisas sensíveis, como internet banking, por exemplo, ou fazer cadastros que precisam de nome, e-mail, CPF. É extremamente perigoso”, alertou Guapo.

Aqui cabe um alerta: as redes domésticas também são consideradas públicas. A operadora de internet tem um bom sistema de segurança em seu centro de operação. Mas em casa, com o roteador próprio, fica a cargo do usuário cuidar a proteção de dados. “É essencial ter um antivírus atualizado, o Windows com a última versão atualizada e navegador também. Esses fabricantes se atualizam para proteger”, emendou.

 

Recursos simples

Algo extremamente comum, mas que pode ajudar bastante na proteção de dados, é o uso de pen drive. Com o armazenamento frio, fora do computador, o risco à segurança é limitado. Julio Guapo incentiva as pessoas a usarem os dispositivos para guardar dados pessoais, imposto de renda e afins. Se for usar a internet, desconecte a ferramenta.

“O pen drive é infalível. Uma garantia de, quando desligado, por não ter um processador dentro dele, é muito difícil levar vírus, diferente do HD externo. O pen drive está cada vez mais barato e com bastante capacidade de armazenamento. Se precisar, conecta. Encerou, tira. Um recurso barato e seguro que pode proteger com bastante eficácia”, concluiu o profissional.

Outras ideias são o bloqueio de câmera e a película de privacidade, que deixa apenas quem está na frente do computador com a luminosidade adequada.

via olhardigital.com.br